
Eu não consigo não te ouvir, não consigo não acreditar, não consigo não ligar, não consigo não dizer, não consigo não amar você. Porque eu te digo sim todas ás vezes, digo sim ás mil e uma vezes. E eu ouço um não, eu ouço tudo que tem pra me dizer, eu ouço você falar do seu jogo de futebol, ouço falar da moto que vai ganhar, ouço falar do CD que vai lançar. É homem de mil talentos, eu te ouço, ás vezes, calada. Eu consigo achar graça quando você diz até mesmo o que comeu no jantar, sim, eu acho muita graça. Eu acho graça até na sua moto, eu que nada entendo desse assunto, mas ouvir você falando de moto é diferente, é diferente porque é você, e você, meu amor, faz toda a diferença. Minha mãe, minhas amigas e a locadora que o diga. Eu passei a chorar sempre no colo da minha mãe, minhas amigas só me ouvem falar do cara da minha vida e a locadora não cansa de ganhar dinheiro comigo, alugo três filmes por dia, pra ver se em algum deles eu acho o que falta na gente. E eu sei o que falta, acredite, falta um pouco mais do seu amor. Ele é quase inexistente. Eu não olho pra nenhum outro da mesma forma que olho pra você, eu não me interesso por nenhum outro da forma como eu me interesso por sua moto (imagina por você, impossível). Eu não vejo graça alguma na troca de telefones na festa de sábado ou na pegação da micareta de domingo. Parece que toda a graça desse universo foi transferida pra você e hoje está na sua fala, nos seus olhos, no seu cabelo, no seus braços forte, na tua boca, nesse sorriso. Graça está com você e a bobagem vive comigo. E eu vivo espalhando ela por esse mundo, mas não ligo. Eu to indo ai, ser boba perto de você. Ser idiota ao teu lado, pra ver se você me passa um pouco dessa sua graça, porque eu estou precisando, pra ver se com essa graça, o amor que tanto falta de você por mim, se inteire. Pra ver se eu paro de procurar nos filmes o que falta na gente. Para eu ver você jogar futebol, andar de moto. Para eu ser feliz, pra gente viver por aí, sorridente!

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